4º Encontro Americano - XV Encontro Internacional do Campo Freudiano
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A clínica analítica hoje | O sintoma e o laço social
2009
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Argumento e eixos
 
Normas para apresentação de trabalhos

A clínica analítica hoje | O sintoma e a laço socialA data limite para entrega é 30 de maio de 2009.

Os trabalhos não poderão exceder 4 folhas, espaço 1,5, em letra Times New Roman Número 12, o que equivale a 6000 caracteres (sem espaços).

Eles deverão ser acompanhados de um "abstract" de 10 linhas, além da especificação do eixo temático ao qual se articulam.

O trabalho deve ser um produto individual de cartel (ampliado ou não) seguindo a lógica do cartel ensinada por Jacques Lacan. Ele deve considerar ainda os eixos propostos, seguindo uma perspectiva clínica, epistêmica e/ou política.

Para isto, como condição de apresentação individual do trabalho, será indispensável que o autor esteja inscrito em um cartel "Rumo ao ENAPaOL", que deverá inscrever-se na página do ENAPaOL:
http://ea.eol.org.ar/04/pt/template.asp?carteles/inscripcion_carteles.html

Os participantes destes grupos de trabalho poderão iniciar o trabalho independente do que decidam posteriormente: produzir ou não um trabalho individual e/ou inscreverem-se para participação no ENAPaOL, já que isso depende da decisão de cada um de seus integrantes.

Os cartéis (ampliados ou não) deverão ter pelo menos um membro que pertença a alguma das Escolas da AMP e/ou dos Institutos do Campo Freudiano.

Em qualquer circunstância a Comissão de seleção dos trabalhos do ENAPaOL privilegiará aqueles que melhor se ajustem aos eixos propostos e que dispensem, ademais, um especial cuidado com a enunciação do autor, no plano analisante, assim como a seus efeitos de formação.

Guillermo Belaga, Juan Fernando Perez, Marcus André Vieira
(Direção Executiva do Encontro Americano)

 
Os eixos
1. Político
2. Epistêmico
3. Clínico
 

A seguir, apresentamos um ordenamento das diferentes temáticas relativas ao sintoma e ao laço social:

Da multiplicidade do sintoma à singularidade do sinthome
O caso, na orientação lacaniana, sempre se orienta pelo sintoma tendo em perspectiva o incurável, chamado por Lacan sinthome.

Neste eixo, propõe- se reunir as elaborações que delimitem o estatuto do sinthome e do sintoma, acentuando as diferentes formas em que se relacionem por um lado a singularidade do sintoma e, por outro, a multiplicidade dos sintomas contemporâneos assim como dos discursos que os promovem.

- Do sintoma como "formação do inconsciente" ao sinthome como "desabonado do inconsciente".
- O sintoma como modo de gozo singular: pulsão e repetição, sintoma e fantasia.
- Clínica do desejo (necessidade, demanda, desejo e algo mais) e clínica do sinthoma (as modalidades de gozo).
- Do que ensina a psicose: o estatuto do sintoma na clínica continuísta e na clínica descontinuísta.
- A singularidade do sinthoma frente à tipologia dos modos de gozo: neurose e psicose.
- As psicoses ordinárias
- O sintoma como infinito particular da contingência: determinismo e destino.

O inconsciente e o incurável do sintoma
Quais os efeitos obtidos quando o inconsciente real é tomado pelo discurso do mestre? Que diferenças com relação aos efeitos que se verificam quando de sua captura pelo discurso analítico? Trata- se de explorar uma problemática crucial para a orientação lacaniana segundo as formulações de Jacques Alain- Miller no curso A orientação lacaniana, de 2008- 2009. Quando o pivô da transferência deixa de ser apenas o sujeito suposto saber, verificam- se efeitos dos quais os tratamentos podem e devem dar conta; eles põem à prova a autoridade do analista e impõem verificações relativas a seu desejo. Trata- se, portanto, de examinar as conseqüências da época que incidem sobre a própria transferência e também de poder diferenciar o tratamento analítico de outros modos de tratamento.

- Sintoma, "inconsciente real" e "inconsciente transferencial".
- Sinthome e transferência.
- O deciframento e a opacidade do sintoma.
- O saber- fazer com o sinthome; a clínica pragmática e seu limite.
- Os "restos sintomáticos" e o irredutível do sinthome como um limite ao furor sanandi
- Efeitos terapêuticos: a dimensão social (inserção) e a dimensão subjetiva (satisfação).
- As psicoterapias: o respeito ao semblante do mestre.

O discurso analítico e o laço social
Ao analista impõe- se sempre ser capaz de compreender a lógica de seu tempo. Sua inventiva e a da Escola são postas à prova quanto à sua capacidade em responder corretamente aos imperativos de uma época. Os ideais da Saúde Mental e os discursos da normalidade podem conduzir a um "delírio universalizante". O laço social como Uno não existe (ou existe apenas como semblante); o que existe são os múltiplos discursos. É o sintoma que objeta esse laço social, mas ao mesmo tempo é ele que sustenta os discursos como modo de conexão singular entre os seres falantes: só se fala a partir do sintoma. O ato analítico e a interpretação podem demarcar a subjetivação de um desejo singular que vai contra tais discursos, fazendo com que, no lugar das normas sociais, predomine a norma singular do sujeito.

- O sintoma (singular) e o laço social (universal).
- O laço social como Uno e os múltiplos discursos. Discurso e laço social.
- A interpretação psicanalítica como irredutível às exigências do mestre contemporâneo.
- As identificações segregativas, suas normas e o irredutível do gozo: os novos sintomas.
- As novas normas sociais, a avaliação generalizada e o empuxo às terapias. A criação de uma língua comum como fundamento do laço social (avaliação, comunicação, DSM, etc.)
- A linguagem como fundamento do laço social; como elucubração de saber sobre lalíngua. Lalíngua e laço social.
- O "discurso analítico" é o que produz um laço social a partir do irredutível do sintoma.
- O laço social como semblante; o sinthome como objeção ao laço social.
- Transferência e laço social: amor e saber.
- O laço social considerado a partir da "não- relação sexual" (NRS)
- A insatisfação estrutural da realidade social e o estilo de adição dos comportamentos sociais contemporâneos.

O desejo do analista nas instituições e frente às demandas sociais
Existem "praticantes" em diversas instituições que orientam seus casos a partir da teoria da psicanálise e da dimensão do desejo do analista. Neste sentido, trata- se de delimitar e interrogar o que fazem, assim como destacar os efeitos deste trabalho clínico com relação aos diferentes discursos. Trata- se, em lugar de acomodar os chamados "novos sintomas", ou melhor, as novas formas do sintoma, às categorias definidas pelo discurso do mestre, de sustentar o que se pode deles dizer a partir da psicanálise, tal como concebida a partir de Jacques Lacan.

- O desejo do analista frente à demanda de inserção social (pela via da identificação ou do gozo; o consumo).
- O desejo do analista como distinto do desejo de curar, do desejo de governar e do desejo de inserção. A conexão com o saber inconsciente e com a realidade social.
- Os fundamentos psicanalíticos da desinserção: as psicoses ordinárias; os fracassos escolares ou outras modalidades de desinserção.
- A variedade das respostas do discurso analítico à suposição de saber a ele dirigida pelos diversos setores sociais (o campo da saúde mental, o hospital, a universidade, o direito, a escola, os diferentes dispositivos de assistência social).
- As intervenções diretas no social através das instituições. Possibilidades e limites dos "micro- tratamentos" nas instituições.
- A questão do praticante como analisante e os efeitos de formação.
- Os efeitos des- segregativos da psicanálise e os efeitos terapêuticos produzidos pelos discursos: do mestre, o universitário e o histérico.
- É possível transmitir nossa clínica no circuito da língua comum?

 
Tradução: Luiz Fernando Carrijo da Cunha
 
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